Desta vez a oficina foi ao ar livre, na Praça
XV, que está localizada no centro da cidade de São Borja. Antes de distribuir as câmeras fiz uma breve
recapitulação do conteúdo da oficina anterior e então passei a tarefa que eles
teriam que cumprir: os instiguei a fazer um contato maior com a população, a
contar para as pessoas sobre o projeto que estávamos produzindo e registrar
tudo através da fotografia. O resultado não poderia ser melhor: as
pessoas interagiram muito com eles, se deixaram fotografar, se interessavam
pelo projeto e faziam perguntas.
Eles começaram fotografando
crianças na pracinha, conversando com as mães, explicando o que eles estavam
fazendo e a aceitação das pessoas era ótima. Depois eles fotografaram a feirinha
de artesanato, a igreja, a prefeitura... Eles conversaram bastante com as
pessoas que estavam lá pelos arredores, conheceram uma mulher que vem do
Equador para vender CDs, conheci um senhor que sempre os ajuda a atravessar a
rua. Eles fizeram fotojornalismo sem perceber, pois produziram
registros imagéticos de assuntos que passavam algum tipo de informação e também
fotografaram pessoas que contaram um pouco de suas histórias de vida para nós.
- Foto de Alessandra da Silva:
| Ramão posando ao lado da estátua de Getúlio Vargas. |
- Foto de Marcos de Oliveira:
| Menina brincando na pracinha em um brinquedo de escalar. |
| Paulo flagrou seus colegas fotografando. |
- Foto de Ramão Faguaga:
| Equatoriana que vem ao Brasil para vender CDs. |
| O grupo e eu fotografados pela Tania. |
A oficina foi positivamente
surpreendente, pois não sabíamos o que esperar da população, se haveria
estranhamento ou uma boa recepção. O grupo aproveitou as duas horas que tinham
para fotografar, se aventuraram em alguns enquadramentos e angulações
diferentes, sentiram as texturas e os cheiros e ouviram cada barulho que
poderia lhes auxiliar na hora de fotografar.
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